Economia & Política

por Juvenal Melvino, professor e pesquisador, grupo GASEA, UNEMAT

CULTURA DA OPRESSÃO, DO PENSAMENTO ÚNICO

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No inicio da década de 80, o movimento democrático brasileiro propiciou a derrocada da ditadura militar no Brasil. Através das campanhas: por liberdade de expressão, por anistia aos presos e exilados políticos, por eleições diretas para presidente, as diretas já, por eleições diretas para governadores e prefeitos, etc.

Naquele momento histórico, de embates ideológicos no mundo bipolar, o fenômeno da guerra fria ainda perdurava. A elite intelectual brasileira experimentava um grande crescimento político-ideológico, a favor da democracia, da liberdade de escolha política, do respeito à diversidade, por isonomias às raças, origens, credos, gêneros, etc. Como resultado desta grande efervescência política, a constituinte de 1988, é considerada a CONSTITUINTE CIDADÃ.

A despeito dos grandes avanços democráticos, no final da década de 80. O fim da guerra fria, a queda do muro de Berlin, a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, propiciaram a instauração de um mundo unipolar, de hegemonia dos EUA. Conscientes de sua hegemonia militar, política e econômica, os EUA impôs às demais nações, a sua cultura individualista, consumista, belicista, de desrespeito à diversidade, a cultura dos demais povos, e a soberania dos Estados Nacionais. Impôs a ideologia neoliberal, uma globalização de mão única, de expropriação das riquezas dos países periféricos.

Como conseqüência desta cultura unipolar, vivemos hoje, um mundo do PENSAMENTO ÚNICO, um mundo sem o contraditório, um mundo medíocre, um mundo sem criatividade, onde tudo se copia, nada se cria. Os avanços tecnológicos, e a criatividade, quando surgi, em parte, seguem a lógica da acumulação do capital, da expropriação do homem. A grande mídia estabelece os padrões de comportamento social que devemos seguir.

No nosso dia-a-dia, no meio social no qual estamos inseridos, observamos o desenvolvimento desta cultura do pensamento único, do pensamento hegemônico, da opressão ao contraditório, da opressão à criatividade, à liberdade de escolha. Ao divergir do pensamento hegemônico, somos isolados do meio social, colocados em uma solitária, um calabouço social.

Entretanto, nem tudo é um mar de sangue. Em contraposição a esta ideologia unipolar, de opressão ideológica, surgi um Brasil deferente, um outro país, que quer caminhar em outra direção, um BRASIL PARA TODOS, um Brasil de inclusão de massas, um Brasil solidário, um Brasil cidadão. Um Brasil em que as massas, antes a reboque das elites, hoje, dão as cartas do jogo. A elite vaidosa e soberba, preconceituosa e racista, na qual estamos inseridos, segue na contra mão da história, é atropelada pelo desejo das massas. Não se dá conta de que nossa sociedade anseia por isonomias, por direitos e oportunidades iguais.

Escrito por Juvenal Melvino

24/10/2007 às 12:57

Publicado em Economia

Uma resposta

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  1. Professora Edna L uzia Almeida Sampaio escreveu:

    “Caro Professor Juvenal, quero lhe parabenizar pelo seu artigo. Ele oportuniza refletir sobre o que tem sido mais periogoso em toda a história da humanidade: A palavra. A palavra que é expressão de um pensamento, de reflexão… Muitas vezes nós, professores, não nos damos conta de quanto perigo oferece a palavra e que esta arma tão subversiva e poderosa, é a única de que dispomos, já que não temos armas de fogo, exército ou poderio econômico. A estratégia do pensamento único nada mais é que a forma cabal de eliminação da palavra, do pensamento, da reflexão. E, não estamos livres dessa estratégia perversa, ardilosamente construida pelos “donos do poder” e seus próceres. A todo instante precisamos estar atentos para que o ato de refletir, analisar e criticar seja respeitado. Por isso, cada esforço de um professor (intelectual por ofício) em oferecer sua reflexão à análise pública, é razão de esperança contra o pensamento único…”
    “Minhas cordiais saudações acadêmicas,
    Edna”

    Juvenal Melvino

    25/10/2007 em 12:05


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