Economia & Política

por Juvenal Melvino, professor e pesquisador, grupo GASEA, UNEMAT

Integração Globalizada e Vantagens Competitivas

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No mundo contemporâneo, o fenômeno da integração econômica, também denominado de globalização, entre empresas, regiões e nações, é tema de debate cotidiano no seio da sociedade, em face do que este pode representar à inclusão ou exclusão, desenvolvimento ou subdesenvolvimento, de empresas, regiões e nações, depende de como estes se integram neste processo.

O desenvolvimento da economia capitalista está associado diretamente a este fenômeno, em sua busca por novos mercados, face às flutuações cíclicas conseqüentes deste modo de produção. A busca por vantagens absolutas e comparativas, após a revolução industrial, cede espaço agora a busca por vantagens competitivas. Ficar fora deste processo, representa atraso e isolamento, a exemplo do que ocorre em países com economias fechadas, como Cuba e Coréia do Norte, que não conseguem atender todas as demandas de uma sociedade moderna, seja em suas trocas comerciais de bens e serviços, seja no desenvolvimento da ciência e tecnologia, seja na industrialização de suas economias, atividades econômicas necessárias a sua subsistência.

Na economia global, empresas multinacionais têm assumido o papel de protagonista deste processo, em detrimento dos Estados-Nações, ainda que estes tenham um papel coadjuvante, na regulamentação, na infraestrutura, e, na captação de recursos, necessários a implementação e a sustentação deste. A perda de importância dos Estados-Nações frente às empresas multinacionais no processo de globalização, ou seja, no processo de integração econômica, e, o modelo de desenvolvimento fragmentado em curso, face ao aproveitamento das vantagens competitivas de empresas, regiões e nações, enseja a formação de Blocos Econômicos.

Os Blocos Econômicos (Blocos de Países), por sua vez, assumem o papel de Estados-Regiões ou Estados-Supranacionais, aglutinando atividades econômicas de países e/ou regiões com vistas a melhor exploração dos fatores de produção: capital, trabalho, ciência e tecnologia, e, recursos naturais, este último, com menos importância de quando o período mercantil.

No estágio do capitalismo concorrencial, empresas buscam incessantemente obter ganhos de produtividade, com vistas à acumulação do capital, necessário a sua expansão. Daí, o aproveitamento das vantagens competitivas de empresas, regiões e nações ser impositivo. O capital busca sua expansão na região e/ou país onde essas vantagens competitivas se afloram em maior intensidade. O modo de produção capitalista se apresenta como modelo de desenvolvimento fragmentado, onde algumas empresas, regiões e nações atingem um maior grau de desenvolvimento do que outras. Conseqüentemente este modelo aumenta o fosso e a assimetria entre empresas, regiões e nações.

O desenvolvimento e controle da ciência e tecnologia são peça-chave deste modelo de desenvolvimento, no mundo globalizado. Empresas, nações e regiões que não conseguem acompanhar este processo, com desenvolvimento e domínio da ciência e tecnologia, estão fadadas à falência e ao subdesenvolvimento. O avanço do capitalismo concorrencial, onde as vantagens competitivas são a mola propulsora, traz consigo o desenvolvimento do capitalismo monopolista. Neste estágio, as fusões e aquisições, assumem este papel, com vistas à expansão do capital, e, conseqüente sobrevivência de empresas, regiões e nações.

(artigo produzido em 6/06/2007, veja anexo o artigo completo em formato pdf)

Integração Globalizada e Vantagens Competitivas

Escrito por Juvenal Melvino

11/02/2008 às 16:49

Publicado em Economia

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