Economia & Política

por Juvenal Melvino, professor e pesquisador, grupo GASEA, UNEMAT

Oposição lança a candidatura de Dilma Roussef a presidência da república

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A oposição ao governo LULA, representada pelos partidos PSDB e DEM (antiga UDN, ARENA, PDS, PFL) continua perdida e incompetente, sem rumo e sem argumentos para desestabilizar o governo. Nesta quarta-feira, 7 de maio de 2008, em audiência no Congresso Nacional, a oposição sacramentou a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, a presidência da república em 2010.

No depoimento da ministra Dilma Roussef, à Comissão de Infra-estrutura do Senado, o senador José Agripino Maia (DEM-RN), em sua intervenção, questionou a ministra com a seguinte fala “(…) Me tocou muito uma entrevista que a senhora disse que mentia muito para sobreviver no regime de exceção. O que quero dizer com isso tudo é que tenho medo de voltarmos ao regime de exceção. O dossiê é a volta do estado de exceção. É o uso do estado para encostar pessoas na parede (…) Queremos saber se o dossiê existe, quem mandou fazer, e para que foi feito”.

Ao responder a fala do senador, a ministra Dilma disse se orgulhar de ter mentido na época da ditadura. “Não é possível supor que se dialogue com pau-de-arara ou choque elétrico. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira .Eu tinha 19 anos. Fiquei três anos na cadeia. E fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogador compromete a vida dos seus iguais. Entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido, senador. Porque mentir na tortura não é fácil. Na democracia se fala a verdade. Na tortura, quem tem coragem e dignidade fala mentira. E isso, senador, faz parte e integra a minha biografia, de que tenho imenso orgulho. E completou: — Agüentar tortura é dificílimo. Todos nós somos muito frágeis, somos humanos, temos dor, a sedução, a tentação de falar o que ocorreu. A dor é insuportável, o senhor não imagina o quanto.”

Depois de ouvir esta resposta, a oposição ficou sem argumentos, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) procurou minimizar a firmeza da ministra ao tratar do suposto dossiê. “Temos muitos esclarecimentos para cobrar. Eu não falei um quinto do que queria”. A continuar sem argumentos e propostas de um governo melhor, voltado para os anseios das massas, a oposição vai ter que “engolir” mais uns 16 anos de governos pró-LULA.

Fontes:

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id_blog=3&id={6B06B448-1E3E-4AED-A601-CBB91941DE59}&codsit=51&codparext=2054

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL456406-5601,00-DITADURA+E+PRIMEIRO+PONTO+DE+TENSAO+EM+DEPOIMENTO+DE+DILMA.html

Escrito por Juvenal Melvino

08/05/2008 às 9:15

Publicado em Economia, Política

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