Jornalismo ético informa o cidadão, para este formar sua opinião.
Ao assistir os programas jornalísticos da grande mídia, como os da Rede Globo, frequentemente, deparamos com a desconstrução, desinformação e não com a informação para que o leitor ou expectador possa formar seu próprio juízo de valor, construir seu próprio saber. Esta atitude da Globo, longe de ser um simples engano jornalístico, apresenta seu viés político de classe dominante.
O repórter Lucas Mendes da BBC Brasil, ao questionar a primeira repórter brasileira do New York Times, Fernanda Santos, sobre o que ela achava do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, ela respondeu com um chavão. “É segredo. Aprendi no Times que repórteres não são pagos para achar e sim para informar ao leitor o que está acontecendo, para que ele forme sua opinião.”
Vejamos o caso recente do golpe militar em Honduras. A Globo trata esta questão, desinformando o leitor de que o presidente deposto Manuel Zelaia queria “incluir nas cláusulas das eleições presidenciais de novembro deste ano uma consulta sobre a possibilidade de mudar a Constituição do país para poder se reeleger.” Esta informação não é correta, a consulta ou referendo popular trata da aceitação ou não de uma nova constituinte, esta sim, se for realizada, poderá decidir sobre a reeleição de futuros presidentes, uma vez que a possibilidade de reeleição dificilmente beneficiaria o então presidente (de direito e não de facto) em seu final de mandato.
A Globo se posiciona implicitamente a favor do golpe de estado, classificando o governo de facto (governo golpista) de governo interino. Vale destacar que o presidente deposto Manuel Zelaia é do Partido Liberal, o mesmo partido “conservador” do presidente de facto Roberto Micheletti.
Vale citar:
“O jornalismo é a arte de informar para transformar”. Clóvis Rossi
“Os jornalistas também não escapam e a imprensa cuja missão é evitar a manipulação, frequentemente cai nas armadilhas do poder”. Gilberto Dimenstein
Veja mais nos links: