Violência urbana, desigualdades e reforma constitucional
Segundo dados de pesquisas sobre a violência urbana, esta está mais associada à desigualdade social do que a pobreza. Ou seja, ser pobre não significa ser criminoso. Muitos países em extrema pobreza na África apresentam índices de violência menores do que o Brasil. Veja artigos relacionados abaixo.
É fato que os Programas Bolsa Família, de Aceleração do Crescimento e a Política de aumentos reais do salário mínimo, elevaram o PIB brasileiro, a renda média, o nível de quase pleno emprego, contribuindo para a diminuição das desigualdades sociais. No entanto, ainda estamos entre os primeiros dos rankings da desigualdade social e da violência urbana no mundo, daí a urgência da nação brasileira encontrar soluções para estas.
Vale refletir, o que motiva a violência urbana? Além da desigualdade social que outros fatores a fortalecem? Muitos dirão: o tráfico de drogas e armas; a impunidade; a corrupção; o clientelismo político; a lentidão e inoperância do judiciário; as desigualdades regionais estimulando a migração desordenada; a injustiça tributária que penaliza os mais pobres e direcionam recursos aos Estados mais ricos da nação; a falta de uma política abrangente de internação e tratamento dos drogados; a dificuldade de acesso a educação profissional; a má qualidade do ensino; os baixos salários dos professores e policiais induzindo estes à sobrecarga de trabalho; a má qualidade da habitação; a falta do lazer, esporte e cultura; etc.
Os motivos são inúmeros e do conhecimento geral da nação, mas os mecanismos para solução destes problemas implicam na Reforma do Estado. Entretanto, o parlamento brasileiro boicota continuamente as reformas necessárias: tributária, política, do judiciário. São muitos os interesses a serem contrariados das oligarquias estaduais. Daí a importância do povo ir às ruas e exigir uma reforma constitucional que amplie os direitos e deveres constitucionais da constituinte de 1988.
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